10/06/2019 às 09h52min - Atualizada em 10/06/2019 às 09h52min

“Acabou para Siqueira e Marcelo; muitos políticos são corruptos e vagabundos”

Alberto Rocha - Alberto Rocha

foto: internet


Alberto Rocha- jornalista


Ele é polêmico, personalidade forte, fala o que quer e o que pensa e sabe usar a mídia a seu favor; Atrás de visibilidade, é capaz até de pular  de paraquedas do monte Everest; é uma verdadeira máquina de fabricar factoides. Ele já foi prefeito e agora sonha em ser governador.

Muitas de suas declarações ou atitudes, além de polêmicas, são hilárias. Já beijou jumento e andou de bicicleta velha. Também, já chamou a classe política do Tocantins de “vagabundos”. Por isso, já recebeu o apelido de “língua solta”.  O nome dele é Amastha, Carlos Amastha, empresário, ex-prefeito de Palmas e ex-candidato a governador do Tocantins. Ao visitar Araguaína neste final de semana, onde participou da cavalgada da cidade, Amastha deu essa entrevista exclusiva ao portal de notícias otocantins.
 
 Planos para o futuro?
 
Amastha- O futuro a Deus pertence, mas os planos são participar da política sempre e ativamente de projetos de desenvolvimento do Tocantins. Essa história de Estado do futuro tem de acabar. As potencialidades do Tocantins são grandes e pouco aproveitadas; além disso, a pobreza do povo não corresponde às riquezas do Estado.
 
Que leitura o senhor faz do governo Carlesse?
 
Amastha-  (risos) Ele não tem como decepcionar porque ele não prometeu nada, né? Não está fazendo nada. Mas ele não tem culpa, pois durante a campanha não apresentou plano de governo. Então,  a população não pode cobrar nada dele, pois ele nada prometeu. Eu nunca fiz uma campanha que não fosse com um plano de governo. No meu primeiro mandato de prefeito de Palmas, 80% do que havia prometido foram realizados. A população tem de cobrar dos políticos.
 
O ex-governador Marcelo Miranda é popular, mas tem problemas com a justiça. É menos um no seu caminho?
 
Amastha
-  Acho que é um círculo, uma página virada da nossa história, Siqueira (ex-governador Siqueira Campos) e Marcelo Miranda é um círculo que se fechou, acabou para eles. Isso abre oportunidades para outras pessoas que querem avançar nos projetos políticos; a política precisa ser oxigenada com novos nomes.
 
Quais seriam os melhores candidatos para as prefeituras de Araguaína e Palmas?
 
Amastha -Acho que está em aberto. O governo vai ter candidato nas duas cidades; tem deputado federal que está querendo também; nós devemos lançar candidatos também. No início teremos, no mínimo, de 5 a 6 candidatos nestas cidades.
 
O senhor é um deles?
 
Amastha - Não, não. Tem uma questão jurídica aí se quem teve dois mandatos pode ou não pode ser; eu renunciei e isso pode  ser um impedimento. Mas, por enquanto, não discuto, pois poderia trazer instabilidade. Também acho que já cumpri meu papel na prefeitura de Palmas, fizemos um bom trabalho e deixamos um grande legado de projetos. Hoje a prefeitura tem centenas de milhões de reais à disposição graças à maneira como ela foi conduzida na minha gestão.
 
O senhor disse que falta gestão em Palmas. O senhor se arrepende de ter entregado a prefeitura para Cinthia Ribeiro?
 
Amastha- Definitivamente, não. Se não fosse naquele momento, seria em outro. O que insisto é que haja uma continuidade de gestão. Os governantes têm de entender que o dinheiro público é do povo,  e que as obras são obras da cidade e não apenas de poucos.
 
O senhor é polêmico, tem a “língua solta” e fala o que quer. O senhor continua achando que os políticos do Tocantins são, realmente, vagabundos?
 
Amastha Eu nunca disse que os políticos são vagabundos, eu sou político e não sou vagabundo. O que eu disse é que muitos políticos são corruptos e vagabundos, e isso é uma constatação. Infelizmente, no Tocantins, nós herdamos uma classe política muito ruim; nem todos, temos muita gente boa. Não existe política  boa ou má, o que existe é fazer a boa política, independente da aliança eu se faz. O Tocantins merece uma boa política exercida por velhos e novos políticos.
 
Um candidato do Ronaldo Dimas e outro do governo; quem, em sua opinião, ganha as eleições do ano que vem?
 
Amastha  - (risos)  Ah, vai ter os candidatos do Amastha também. Nosso partido é grande e forte e vamos lançar candidatos nas maiores cidade do Estado. Eu estou fazendo política, viajando, conversando com um, com outro, para escolhermos nossos candidatos.
 
 
 
 
 
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