15/06/2019 às 16h15min - Atualizada em 15/06/2019 às 16h15min

Espetáculo de dança fala sobre escravidão, resistência e invisibilidade social


divulgação

“Um grito de dor ainda tão presente nos corpos afrodescendentes que ainda lutam uma guerra tão desleal que é a de afirmar o seu lugar no mundo.”
 
Assim a dramaturga Fátima Salvador descreve um pouco do espetáculo de dança “Tumbeiros”, que será apresentado pelo Coletivo Agulha Cenas, em curta temporada no Teatro Sesc Palmas, nos dias 27, 28 e 29 de junho.
 
O roteiro traz contos, poesias e cantos que instigam à reflexão sobre a vinda dos povos africanos para o Brasil, a partir de um contexto histórico que traz a dureza de um período cruel, avassalador e, ao mesmo tempo, marca um processo de resistência à invisibilidade e ao desprezo facultado aos negros escravizados no Brasil. A dramaturga de Tumbeiros é de origem quilombola, da Comunidade Kalunga do Mimoso-Albino, localizada entre os municípios de Arraias e Paranã.
 
Pesquisa
 
De acordo com a dramaturga, o processo de pesquisa se iniciou a partir de uma proposta do Agulha Cenas, com a história de um negro chamado Fortunato que foi escravizado e estava desaparecido no período de escravidão e também sobre a existência do navio negreiro Tumbeiros, uma grande tumba que transportava os povos africanos para serem escravizados no Brasil, entre os séculos XVI e XVIII.
 
Apesar disso, Fátima Salvador destaca que a construção do espetáculo é mais uma forma de resistência, de provocar uma reflexão sobre o que é estar na trincheira, marcando frente a um mundo com julgamentos de origens, cor de pele e status social. “Cada conto escrito foi uma imersão imagética em algum lugar que levava a pensar na força que esses povos tiveram, o meu povo”, diz.  (Assessoria de comunicação).
 

 
 
 
 
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