28/03/2019 às 15h45min - Atualizada em 28/03/2019 às 15h45min

Alunos indígenas e da Apae são contemplados com ações do Proerd no Tocantins

No decorrer de sua história, o Programa de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), desenvolvido pela Polícia Militar do Tocantins, tem buscado trabalhar a inclusão social, atendendo alunos que moram em aldeias indígenas e estudantes que possuem necessidades especiais.

Neste primeiro semestre de 2019, o Proerd vai contemplar a 2ª turma de alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) no município de Lagoa da Confusão. A primeira turma de excepcionais foi certificada em julho de 2018, na cidade de Dianópolis, por meio de instrutores da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar (2ª CIPM).

“Com as metodologias de ensino da Apae, as turmas não se dividem por ano. Com isso, as classes recebem uma instrução diferenciada que atenda às suas necessidades. Assim, a formação de uma mesma turma segue em dois semestres de forma continuada”, explicou a coordenadora estadual do Proerd, tenente coronel Alaídes Pereira Machado.

Segundo Maria Holene, após a participação do seu filho Lourimar no programa, ela notou a grande admiração dele com a Polícia Militar e percebeu várias mudanças em seu comportamento. “O meu filho está sempre usando a camiseta do programa. Ele diz que é policial e que a instrutora é sua amiga. Percebi que durante esse primeiro processo, o Lourimar ficou mais obediente e passou a ter a Polícia Militar como sua referência. Agora, com essa complementação em 2019, espero que seja fortalecida a autoestima, a autoconfiança e as emoções do meu filho”, disse.

Aldeias Indígenas

O programa contempla também os povos indígenas. No município de Tocantinópolis, o currículo foi desenvolvido com o apoio da Diretoria Regional de Ensino (DRE) que foi responsável pelo transporte dos indígenas até a cidade para participarem das lições do Proerd. 

Em 2018, pela primeira vez foi realizado o atendimento dos povos indígenas no seu ambiente natural, quando os instrutores do 4° Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Gurupi se deslocaram para a Aldeia Javaé Canuanã, situada na Ilha do Bananal e atenderam cerca de 150 indígenas, entre crianças, adolescentes e pais, vencendo a dificuldade geográfica e de acesso para ministrar as lições do programa. 

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