28/03/2022 às 08h01min - Atualizada em 28/03/2022 às 08h01min

Indígena do TO se inspira no cerrado e cria estampa de roupa e vibra ao ver Fátima Bernardes usando peça


Foto: Divulgação
 
As percepções e vivências de uma ilustradora indígena de Palmas, capital do Tocantins, estão inspirando a profissional na criação de estampas para peças de roupas. Winny Tapajós Costa tem 25 anos e, na última semana, se surpreendeu ao ver que a apresentadora Fátima Bernardes usava uma das estampas criadas por ela. A estampa é chamada 'Céu do Cerrado' e carrega elementos do bioma que é predominante no estado.
 
Winny é do povo Tapajós, que vive na aldeia Karidade localizada no território indígena Cobra Grande, em Santarém (PA) e se mudou para o Tocantins ainda criança. Ela diz que desde que começou a trabalhar no processo criativo de estampas busca, em todos os trabalhos, representar povos e culturas que não costumam ter visibilidade.

Estampa no look de Fátima Bernardes

A estampa 'Céu do Cerrado', além de ter sido a primeira criação de Winny também foi muito compartilhada no Tocantins após Fátima Bernardes aparecer usando um macacão com desenhos assinado pela artista, no programa Encontro do dia 17 de março.

A jovem conta que criou toda a estampa durante o concurso que participou em 2020. Até a peça ser lançada ela recebeu dicas para enriquecer os elementos, colorir e na finalizar.
 
"Coloquei pequi, tem babaçu, lobo-guará, buriti, capim dourado, sempre-viva. Coloquei tudo no meio e a gente foi montando a estampa até chegar nesse resultado. Fui desenhando no papel, mostrava, a gente foi criando junto. Como tinha certeza que seria a minha única criação para a marca eu realmente me entreguei para esse processo criativo e falei: 'vamos ter uma estampa do cerrado", explicou.
 
Winny diz que entende que não se trata de dom, mas de esforço para conseguir obter resultados. "Eu não nasci desenhando. Sempre gostei de arte e por causa disso pratiquei e a prática me trouxe as habilidades que tenho hoje".
 
Sem ambições, o desejo da jovem indígena é continuar evoluindo como profissional, ilustradora e designer de estamparia. "Já aconteceu tudo que eu almejava. Já consigo pagar minhas contas, me sinto valorizada enquanto profissional e me sinto feliz com o meu trabalho. Tudo que vier a partir de agora vai ser lucro. Então ótimo se acontecer algo maior que isso", finalizou Winny. (G1 Tocantins).

 
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