25/01/2021 às 07h47min - Atualizada em 25/01/2021 às 07h47min

Alalaôôôôôôô Carnaval não é prioridade num País de gente desdentada e infectada pelo coronavírus


Foto: Ilustração
 
Artigo de opinião- Alberto Rocha

A festa de carnaval não deve furar a fila do coronavírus em 2021. A pauta urgente é o combate à doença, que já matou centenas de tocantinenses, milhares de brasileiros e quase dois milhões de pessoas mundo afora. 

Quer dançar, balançar os quadris, mostrar o corpo nu?  Então, faça isso à vontade em casa ou em outro lugar que não seja no meio de pessoas. É preciso mais conscientização sobre  o perigo do covid-19 e, também, de mais respeito às vítimas e familiares atingidos pela doença.

Deixe de hipocrisia. Para que serve o carnaval? Depende. 

Para uns, é uma data propícia para orgias, mostrar os seios, bundas, calcinha, cueca, beber cachaça, promiscuidades diversas, brigas, consumo de drogas, entre outras “bagaceiras” convencionadas e aceitas por uma sociedade beligerante, que quase sempre se opõe aos princípios éticos e morais.

Para outros, a minoria, o carnaval é uma época de reflexão, de recolha, de ficar  sozinho, de refazer as energias à beira do mar ou entre as montanhas, rios, córregos... Para estes, a data do carnaval não é reservada para uma festa puramente mundana e profana, mas um valioso momento para pensar a própria vida. 

Prefeito ou governador que autoriza carnaval em plena pandemia do coronavírus deveria pedir perdão aos familiares das vítimas da doença ou, então, na melhor hipótese, renunciar ao cargo por pura insensibilidade e desrespeito à vida dos outros.

Não pago suas contas, por isso, faça o que quiser. Mas, pelo amor de Deus, respeite os que já morreram de covid-19 e os que ainda estão vivos.


 
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