Hospitais e clínicas particulares conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao plano Servir anunciaram a suspensão de novos atendimentos eletivos no Tocantins devido a atrasos nos pagamentos do Governo do Estado.
A medida, comunicada pelo Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Tocantins (Sindesto), poderá afetar pacientes que dependem desses serviços para consultas, exames e outros procedimentos programados.
Segundo o sindicato, as unidades filiadas acumulam pagamentos em atraso e enfrentam dificuldades financeiras para manter os serviços. A entidade afirma que os prestadores continuam custeando os atendimentos sem receber os valores devidos e que os prazos anteriormente acordados com o governo para regularização dos débitos não foram cumpridos.
A suspensão atingirá novos atendimentos eletivos. Os pacientes que já estão em atendimento terão a assistência mantida, assim como os serviços de urgência e emergência, que continuarão funcionando normalmente, conforme informou a entidade.
O Sindesto não detalhou, até o momento, a data de início da suspensão, a quantidade de estabelecimentos envolvidos nem o número estimado de pacientes que poderão ser afetados.
Crise financeira ameaça continuidade dos serviços
De acordo com a entidade, a situação financeira dos hospitais e clínicas chegou a um ponto em que os prestadores já não dispõem de recursos suficientes para continuar assumindo os custos de novos atendimentos sem a regularização dos pagamentos.
O sindicato afirma que existem diversas competências de pagamento em atraso, mas ainda não informou o valor total da dívida atribuída ao Governo do Tocantins.
A suspensão de novos procedimentos eletivos poderá ampliar o tempo de espera dos pacientes que dependem da rede privada contratada para complementar a assistência pública ou prestar serviços aos beneficiários do Servir.
Sindicato vai detalhar dívidas e impactos aos pacientes
Para esclarecer a situação, o Sindesto convocou uma entrevista coletiva para esta quarta-feira (04/11), às 16h30, no auditório do Sindicato dos Médicos do Estado do Tocantins (Simed-TO), em Palmas.
Durante o encontro, a entidade deverá apresentar informações sobre os valores em atraso, os períodos de pagamento pendentes, o descumprimento dos acordos de regularização e os efeitos da suspensão sobre os pacientes do SUS e do Servir.
A mobilização conta com o apoio do Sindicato dos Médicos do Estado do Tocantins (Simed-TO) e da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Tocantins (Coopanest).
A situação exige atenção especialmente quanto à continuidade da assistência aos pacientes que aguardam procedimentos eletivos e à capacidade da rede de saúde de absorver a demanda durante a suspensão anunciada.
Fonte: AF Notícias


