A saudade de quem partiu também guarda a história de quem permanece. Marcado em 2 de novembro, o Dia de Finados é um feriado nacional dedicado à memória dos falecidos. A data convida à reflexão sobre a vida e os vínculos que atravessam gerações. As visitas aos cemitérios e as orações são formas de expressar esse afeto e, para quem crê, renovar a esperança na vida eterna.
Em Rio Sono, essa relação entre memória e fé aparece no depoimento de Maria Eulete Teixeira Araújo. Para ela, o Dia de Finados é uma oportunidade de homenagear as pessoas falecidas, recordar suas trajetórias e dedicar um momento à oração.
“Essa data é especial porque ela é dedicada aos falecidos”, afirma. Em sua vivência de fé, Maria Eulete destaca a importância de rezar por todos aqueles que partiram.
A visita também tem um significado pessoal: ela foi homenagear o esposo, Supercilio Araújo, falecido há quatro anos e dez meses. A ausência é sentida principalmente na rotina da casa, onde o companheirismo se manifestava nas conversas, nas brincadeiras e na ajuda com as tarefas.
“Eu tenho muita saudade, sinto muita falta no companheirismo em casa, porque ele sempre era um companheirão dentro da casa, de ajudar, pra conversar, pra brincar”, conta.
Os filhos também mantêm viva a memória do pai, recordando suas brincadeiras e seu jeito de falar. Além do esposo, Eulete visita os túmulos de outros familiares e parentes dele, entre eles a sogra.
Saudade e pertencimento
Maria José Alves Barbosa, conhecida como “Mazé do Altamir”, veio de Palmas a Rio Sono para visitar o túmulo de Altamir Bezerra. A homenagem traz lembranças de uma convivência que marcou sua vida e fortaleceu sua ligação com o município.
“Vivi uma temporada muito grande com Altamir e aprendi a gostar do pessoal de Rio Sono, porque aqui foi a vida que ele levou e se dedicou a todo mundo aqui nessa cidade”, relata.
Durante a visita, Maria José também recorda os familiares que não estão sepultados ali, mas permanecem em seu coração. Ao falar de Altamir, ela destaca a presença que a memória dele continua tendo em sua vida.
“A pessoa dele vai estar sempre presente no meu coração”, afirma.
O carinho se estende à cidade e aos seus moradores. “Passei a amar Rio Sono como se fosse o meu habitat natural, a minha cidade. Amo Rio Sono.”
Nos relatos de Eulete e Maria José, a saudade encontra expressão na oração, nas histórias compartilhadas e no afeto pelo lugar onde essas relações foram construídas. Entre lembranças da convivência e homenagens, elas preservam a memória de pessoas que continuam fazendo parte de suas histórias.


