A Operação ÔM3GA, realizada pela Polícia Civil do Tocantins nesta quarta-feira (14), tem entre os investigados três prefeitos em exercício: Robson Pereira da Silva, de Ananás, Paulo Antonio Pedreira, de Arapoema, e Raimundo Maciel de Figueiredo, de Darcinópolis. Os gestores são citados em uma investigação sobre a atuação de um suposto grupo criminoso responsável por fraudes em contratos administrativos, desvio de dinheiro público e lavagem de capitais.
As suspeitas surgiram a partir de investigações conduzidas em Darcinópolis e Nova Olinda. A análise de documentos, mensagens e movimentações bancárias levou a Polícia Civil a identificar possíveis irregularidades em contratações de serviços de contabilidade, assessoria e consultoria em diferentes municípios. Conforme os investigadores, empresas teriam sido utilizadas para obter contratos públicos por meio de procedimentos direcionados e realizar pagamentos indevidos a agentes políticos e servidores municipais.
A presença dos três prefeitos na investigação levou o caso ao Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), responsável por supervisionar procedimentos criminais que envolvem gestores municipais com prerrogativa de foro. O desembargador Luiz Zilmar dos Santos Pires autorizou buscas e apreensões em 41 alvos e grupos de endereços, entre eles repartições públicas, gabinetes de prefeitos e sedes de câmaras municipais. A decisão também permitiu o acesso a informações bancárias de pessoas físicas e empresas relacionadas ao inquérito.
Apesar das suspeitas, nenhum dos três prefeitos foi afastado do cargo. A Polícia Civil havia solicitado a suspensão das funções de 37 agentes públicos e políticos, mas o magistrado considerou que não foram apresentados fatos individualizados que demonstrassem risco atual de interferência nas investigações. A Justiça também determinou a suspensão de contratos com 14 pessoas físicas e jurídicas e proibiu novas contratações públicas com esses alvos no Tocantins. O inquérito prossegue para apurar a participação de cada investigado nos fatos.
