17/10/2019 às 10h55min - Atualizada em 17/10/2019 às 10h55min

Discussão sobre bullying e automutilação entre jovens no Tocantins


foto- Câmara Municipal


O presidente da Câmara de Araguaína, Aldair da Costa Sousa (Gipão), promoveu uma Audiência Pública sobre o crescente número de casos de Bullying, automutilação e suicídio entre jovens e adolescentes com idade escolar.
 
O debate aconteceu  com representantes da Defensoria Pública, 9ª Promotoria de Justiça, Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), 2º BPM, Conselho Tutelar e representantes da Prefeitura de Araguaína.
 
O defensor público, Pablo Mendonça, destacou que atualmente  a estrutura familiar tem sido afetada de diversas formas e os adolescentes são mais prejudicados:
 
“Faço vistoria nas cadeias, principalmente no interior. Trabalhei numa cidade onde tinha 31 reeducandos, desses 28 não tiveram pais presentes e 21 nem levam o nome do pai no registro. A gente percebe que esse problema de suicídio e mutilação também está envolvido na criminalidade e na falta de uma família coesa”, disse.
 
Segundo dados da Diretoria Regional de Educação, apresentados durante o debate, no primeiro semestre de 2019 foram identificados 278 casos de bullying e cerca de 310 casos de violência nas escolas estaduais.
 
Gipão decidiu trazer essa discussão para a casa de leis, depois de participar de um debate realizado pela Defensoria Pública Estadual, em torno dessa mesma problemática. Ele frisou a  importância das igrejas no combate à violência e prevenção do Bullying e suicídio na transformação do ser humano, um trabalho que nem sempre é reconhecido por parte do Poder Público.
 
"Eu sugeri a participação das igrejas nesses debates durante uma  Audiência Pública realizada anteriormente na sede da defensoria. A própria Constituição Federal foi promulgada sob a proteção de Deus. Salmos 127, diz: 'Se Deus não guardar a cidade, em vão vigiam os guardas.' Não podemos ignorar o trabalho que é realizado pelas igrejas através da fé e de trabalhos sociais, na recuperação e transformação das pessoas. E vale ressaltar que este trabalho desenvolvido pelas instituições religiosas não onera os cofres públicos", finalizou.
 
O pastor Euzimar Nunes, líder da Primeira Igreja Batista de Araguaína, com vasta experiência no trabalho de aconselhamento de famílias, que inclusive ministra palestras em empresas e escolas, afirmou que "eles (pais) sentem que a escola é responsável pela educação de seus filhos e eles corresponsáveis. Está errada a ordem. Precisamos alterar isso. Se nós não alterarmos essa ordem, vamos trabalhar muito e fazer pouco. Precisamos de meio mundo de coisa, mas se não tiver a participação mais efetiva de pais e mães, não vai mudar nada".
(Ascom-Câmara).
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