12/10/2019 às 07h41min - Atualizada em 12/10/2019 às 07h41min

Homem, que carrega gás nas costas há 20 anos, decidiu ser vereador de importante cidade do Tocantins; “chega de sofrimento”, diz

Alberto Rocha - Alberto Rocha

                                                                                             Vanderlam quer trocar o gás  pela política


Alberto Rocha
 
 
Vanderlam Marques, 40 anos de idade. Metade da vida gastou entrando nas casas para entregar gás de cozinha, não importando o dia nem a hora, se chovia ou se fazia sol. Todo dia na labuta.
 
São 20 anos de vida dedicados ao trabalho duro e difícil. Mas agora, o homem, que carrega botijão de gás nas costas durante 20 anos, decidiu que quer ser vereador da capital econômica do Tocantins, Araguaína.
 
Vanderlam disse que decidiu dar um basta no que ele chama de “sofrimento” e vai trocar o “sol quente” pelo conforto do ar-condicionado do gabinete de vereador. “Muito dizem: lá vem o negão do gás. Queria ouvir: lá vem o vereador”, brinca Vanderlam.
 
Vanderlam, caso seja eleito,  terá um salário que chega  a 12 mil reais, fora as vantagens  do cargo, como verba de gabinete (Codap), carro alugado, além do status social de ser vereador da segunda maior cidade do Estado.
 
Questionado sobre a nova empreitada, Vanderlam responde na simplicidade seu novo sonho.
 
Moço, 20 anos carregando gás nas costas não é brincadeira não. São 20 anos entrando nas casas com  honestidade e honra. Agora, que estou com 40 anos, preciso pensar no futuro da minha família. Meus amigos é que estão me encorajando. Estou pensando, mas já estou quase decidido. Vou entrar nesse negócio, vai que dá certo. Amigos eu tenho muitos, agora falta o voto. Mas já vou avisando que não tenho um centavo no bolso”, disse o vendedor de gás, que ganha um salário mínimo por mês.
 
Vanderlam é envolvido em eventos culturais da cidade. Nas cavalgadas de Araguaína e região, está sempre  na frente de comitivas, organizando ou mesmo “puxando o boi”, como ele mesmo diz.
 
Sou sempre convidado para participar desses eventos aí; ajudo e participo porque gosto. Se me chamarem para a política, eu topo. Não tenho medo nem de coice de cavalo, ainda mais de enfrentar as urnas. Se der, deu, se não der, não deu. Pelo menos tenho uma chance de sair desse sofrimento, que é carregar botijão de gás nas costas todos os dias. Um coisa eu sei, é que não vai faltar gás”, diz Vanderlam.
 
 

 
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