Candidatura de Irajá Abreu obriga o Palácio Araguaia a conviver com o pesadelo de um segundo turno

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Artigo de opinião - Alberto Rocha 


Você pode até não gostar de política, mas, como disse o filósofo Aristóteles: “O homem, por natureza, é um animal político”. Ou seja, querendo ou não, a política corre nas veias. 
 
A insistência ou coragem do senador Irajá Abreu em levar adiante sua candidatura ao Governo do Estado, aponta para um cenário que o Palácio Araguaia não gostaria de ver: segundo turno. 
 
O que define a possibilidade de realização de segundo turno para o Governo do Tocantins são as três forças políticas de oposição ao Palácio Araguaia, Ronaldo Dimas (PL), Irajá (PSD) e Paulo Mourão (PT). 
 
Caso o candidato à reeleição, Wanderlei Barbosa, do Republicanos, queira continuar sentado na cadeira palaciana, tem de rebolar para levar logo no primeiro turno. Caso contrário, as coisas podem se complicar e muito, pois as forças oposicionistas devem se unir para desalojar o candidato “curraleiro” do poder. 
 
É bom lembrar que, para Wanderlei Barbosa ser eleito no primeiro turno, não basta ao candidato obter mais votos do que seus concorrentes. O atual governador precisa chinelar e ir além, devendo obter mais da metade dos votos válidos. 
  
Também, se houver segundo turno, disputam apenas os dois candidatos mais votados no primeiro turno da eleição. Será eleito aquele que conseguir a maioria dos votos válidos em segunda votação. 


 

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