Em novo boletim de monitoramento das doenças causadas pelo Aedes aegypti, divulgado nesta semana pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), a chikungunya segue com maior incidência de notificações e diagnósticos positivos, com mais de 1,8 mil pessoas confirmadas. Como os dados são maiores na capital, o Ministério Público do Estado cobrou informações da prefeitura sobre as ações para combater o mosquito.
Conforme os novos números divulgados na quinta-feira (23), entre 1º de janeiro e dia 18 de junho, foram 1.808 casos confirmados neste ano, contra 85 no mesmo período de 2021. Isso representa um aumento de 2.027%.
Sobre as notificações da doença, o aumento é de 1.311%, com 6.180 em 2022 e apenas 438 no ano passado.
Até o momento, moradores de 39 municípios tiveram chikungunya, e a maioria está em Palmas, cidade que tem mais de mil casos confirmados. O boletim não traz óbitos em decorrência da doença.
Dengue e zika
Com relação à dengue, são cinco mortes registradas neste ano. Os óbitos ocorreram em Carmolândia, Dois Irmãos, Dueré, Gurupi e Tocantinópolis. Também há três mortes em investigação nas cidades de Recursolândia, Silvanópolis e Tocantinópolis.
Até o momento, 119 municípios confirmaram casos de dengue. São 14.358 casos de dengue em 2022 contra 1.828 no mesmo período do ano passado, um aumento de 685%. As notificações passam de 36,6 mil em 2022, sendo que em 2021 foram 4.076, um aumento de 798% até esta quinta-feira (23).
As confirmações da zika tiveram redução de 42%. Em 2021 foram 33 casos contra 19 neste ano. Segundo o documento, não há óbitos confirmados nem gestantes que tiveram a doença. (G1 Tocantins).