19/04/2022 às 07h57min - Atualizada em 19/04/2022 às 07h57min

Naturatins divulga resultado de ações de fiscalização que coíbem pesca predatória, desmatamento ilegal e tráfico de aves no Tocantins


Foto: Divulgação
 
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) apresentou, na sexta-feira, 15, o resultado de três ações de fiscalização que tiveram como foco coibir a pesca predatória, o desmatamento ilegal e o tráfico de aves nativas no Tocantins. Na região norte do Estado, a fiscalização recolheu 4.350 mil metros de rede; e na região sul, após denúncia, 15 aves nativas do bioma foram resgatadas em Fátima.
 
Nas regiões, sudeste e centro, em outra frente de atuação, o de coibir o desmatamento ilegal, a ação conjunta com Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), por meio da Superintendência regional no Tocantins, e do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), resultou em aplicação de mais de R$ 3 milhões em multas ambientais.
 
O gerente de Fiscalização Ambiental do Naturatins, Cândido José dos Santos Neto, enfatizou que a parceria entre as instituições tem fortalecido a fiscalização do cumprimento da legislação ambiental. A denúncia feita pela Linha Verde (0800 063 1155) foi outro fator determinante avaliado pelo gerente, para o sucesso da atuação do Naturatins, neste caso, em específico, do tráfico de aves.
 
Para o gerente, foi louvável a atitude de cidadania do denunciante, que tornou possível a punição do infrator após o resgate das aves em cativeiro e em condições precárias. “Outro ponto, que é de fundamental importância, é a relação direta e de cooperação mútua entre a equipe de fiscalização e os técnicos do Cefau [Centro de Fauna do Tocantins] que estão sempre dispostos e prontos a acolher e cuidar dos animais resgatados”, avaliou.
 
Pesca predatória
 
Na região norte do Tocantins, mais de 4 mil metros de redes de pesca foram recolhidos em ação de fiscalização iniciada na sexta-feira, 8, e concluída nessa quinta-feira, 14. A ação teve o objetivo de garantir o cumprimento da Portaria n° 53/2022, que versa sobre as novas regras para o transporte de pescado no Tocantins, válidas desde o final do mês passado.
 
A equipe, composta por fiscais ambientais dos três polos regionais e comandada pelo coordenador da unidade regional de Pedro Afonso, Antoniel Gouveia, percorreu o rio Araguaia e seus afluentes nos municípios de Couto Magalhães, Juarina, Bernardo Sayão, Arapoema, Pau D’Arco e o distrito de Garimpinho, no município de Araguaína.
 
Na ação, a equipe fez abordagens a pescadores, averiguou a regularidade das licenças de pesca, documento obrigatório para a atividade, e os apetrechos utilizados, bem como o tamanho das espécies de pescados capturados, conforme estipulado na Portaria n° 54/2022, que dispõe sobre o tamanho mínimo e máximo e, ainda, as espécies que são proibidas a pesca. Além das redes e malhadeiras recolhidas, a fiscalização apreendeu uma espingarda artesanal e realizou a soltura de peixes e tartarugas encontrados presos às redes de pesca.
 
Tráfico de aves
 
Após denúncia anônima registrada pela Linha Verde, a equipe de fiscalização ambiental de Palmas realizou buscas ao endereço indicado, onde encontrou 15 aves nativas escondidas em galpão, alojamento e vestiário de uma empresa em Fátima. O responsável pelo estabelecimento foi autuado em R$ 7,5 mil por manter as aves em cativeiro e em R$ 12 mil por maus-tratos aos pássaros. Além do pagamento das multas, o infrator responderá a um processo criminal.
 
Entre as aves resgatadas estão canários e pássaros pretos, que foram encaminhados ao Cefau, administrado pelo Naturatins, para avaliação e administração de cuidados para posterior soltura.
 
Desmatamento ilegal
 
Com foco em coibir o desmatamento ilegal, as equipes do Naturatins, em parceria com o Ibama e o BPMA, realizaram operação conjunta nos municípios de Santa Rosa, Silvanópolis e Ipueiras. Iniciada no início do mês de abril, e concluída na quinta-feira, 14, a operação resultou na aplicação de 23 autos de infrações e 23 termos de embargos. Um total de mais 900 hectares de áreas foram embargadas e aplicação de multas ambientais que somam juntas R$ 3,5 milhões. (Governo do Tocantins).

 
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