23/05/2019 às 08h44min - Atualizada em 23/05/2019 às 08h44min

Deputados tocantinenses dão marcha à ré no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro



Alberto Rocha
 
Dos 8 deputados federais  tocantinenses, 7 deles  parecem ignorar a luta do País inteiro  para combater  crimes como a corrupção e lavagem de dinheiros. Isso ficou comprovado na votação que tira o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, do ministério da Justiça, comandado pelo ex-juiz Sérgio Moro.
 
Com um empurrão dos deputados, o governo federal e o Brasil perderam  por  228 votos contra 210, além 4 abstenções, e o Coaf  sai do ministério da justiça e vai para o da economia. Na análise de especialistas e de procuradores federais, responsáveis por investigar crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, a mudança representa retrocesso para o País, que luta para combater crimes envolvendo especialmente políticos e empresários corruptos.
 
Os deputados federais tocantinenses que votaram para tirar o coaf das mãos de Sérgio Moro foram Tiago Dimas (Solidariedade), Osires Damaso (PSC), Vicentinho Júnior (PR), Carlos Henrique Gaguim (DEM), Professora Dorinha (DEM), Dulce Miranda (MDB) e o deputado Célio Moura (PT). O único que votou para a permanência do coaf no ministério da justiça foi Eli Borges (SD).
 
 
O que é o Coaf
 
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Coaf, foi  criado pela 9.613/1998, e  é uma unidade de inteligência financeira do governo federal que atua principalmente na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro (crime que consiste na prática de disfarçar dinheiro de origem ilícita). Além disso, órgão tem a finalidade de  disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores, entre outros crimes.
 
 
 
 
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