20/05/2019 às 12h11min - Atualizada em 20/05/2019 às 12h11min

Produtor musical de cantor famoso acusa PM de abuso de autoridade e injúria racial



Alberto Rocha

O produtor musical Roni Cleiton Ismerim Alves, que trabalha numa das maiores agências de duplas sertanejas do Brasil, com sede em Goiânia, acusa policiais militares de terem cometido os crimes de abuso de autoridade e injúria racial durante abordagem  sem ordem judicial em plena rodovia federal.
 
O fato aconteceu neste final de semana próximo à cidade do Estreito, MA, que faz divisa com Aguiarnópolis, TO. Segundo Roni, ele, o cantor sertanejo Felipe Ferraz e banda, que viajavam em duas vans,  tinham saído de Imperatriz, onde fizeram um show e estavam indo para Araguaína, TO. Chegando no Estreito foram parados por uma viatura da Polícia Militar, uma Blazer Branca- PTH 1247, que já estava atravessada na BR 153- Belém Brasília.
 
Na abordagem, os policias já entraram nas vans procurando pelo produtor, alegando que haviam recebido uma denúncia anônima sobre tráfico de drogas. Segundo Roni, os policiais não quiseram verificar a documentação pessoal para saber da vida pregressa do suspeito.
 
De acordo ainda com o produtor, os policiais proferiram palavras racistas contra ele. Depois da busca pessoal, nas malas e nos pertences de Roni, a polícia não teria encontrado nada que incriminasse o produtor.
 
Em entrevista ao portal de notícias otocantins, Roni Cleiton, que já foi baterista de bandas e cantores de renome nacional, como o Bonde do Forró, João Lucas e Marcelo, entre outros, disse que já contratou um escritório de advocacia criminal do Tocantins para entrar com uma ação contra os policiais militares. A ação movida contra os militares será na Vara Criminal do Estreito e diz respeito aos crimes de abuso de autoridade e injúria racial.
 
Nestes casos, as penas para os dois crimes podem chegar até 8 anos de prisão, além da perda da função pública.  
 


 
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