24/02/2021 às 08h20min - Atualizada em 24/02/2021 às 08h20min

Homem, que é aleijado e cata latinhas para sobreviver, não passa na perícia do INSS e ainda recebe ordem para trabalhar


Foto: Divulgação
 
“O senhor pode trabalhar”. Essa teria sido a recomendação do  INSS ao seu Joel Silvano de Amaral, 58 anos, aleijado da perna e que só  sobrevive porque cata latinhas durante a noite nas ruas de Araguaína.
 
Levado por amigos até Imperatriz, seu Joel fez a perícia, mas foi surpreendido. Segundo ele, o médico teria dito que ele tinha condições de trabalhar”. “Foi uma tristeza no meu coração, chorei, pois tinha esperança de conseguir essa ajuda para sobreviver, mas me negaram o benefício. Não sei o que fazer, estou cansado e doente”, disse o homem.
 
Seu arrasta uma das pernas com dificuldade. Mesmo assim, ele sai pelas ruas de Araguaína catando latinhas, especialmente no bairro São João. Ele sai para trabalhar às 18h e só volta para casa às 22h. Em média, arrecada 10 reais por dia com a venda das latinhas. Também, todo dia, ele anda 2km para buscar ossadinha, que ganha de um açougue.
 
A doença
 
Joel é aleijado de uma das pernas desde os 17 anos, quando teve malária. 
 
A esposa  doente
 
Para piorar a situação, a esposa de seu Joel, Luzinete do Carmo, 58 anos, também é doente em consequência de um grave acidente ocorrido em 2014, na BR 153, perto do Daiara, a 15 km de Araguaína. 
 
Na época, a Kombi onde ela estava, bateu de frente com um caminhão de combustível. No acidente, três pessoas morreram, mas dona Luzinete escapou, mas teve as duas pernas e os dois braços quebrados e um corte profundo na cabeça, que trazem consequências até hoje.
 
Dona Luzinete chegou a receber o auxílio doença, mas o benefício foi cortado. Os peritos do INSS disseram para ela voltar a trabalhar. Luzinete ainda toma 3 medicamentos, entre eles, o Torval, que é controlado e custa R$ 350 reais. Mas o que ela mais precisa no momento é ajuda das autoridades para fazer cirurgia da coluna. “Imploro por ajuda, não aguento mais. Estou na fila do sofrimento há mais de 5 anos”, desabafa a mulher. 
 
Quem quiser ajudar a família, pode procurar a família na rua 2 de abril, setor Santa Teresinha, 131, Araguaína, ou depositar qualquer quantia na conta do próprio Joel (Conta Poupança  59222-4- op 013; AG- 0610 – Caixa Econômica Federal).  Os telefones para contatos, são: (63) 992450383 (Joel) e 992763897 (filha).
 
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