08/12/2020 às 07h57min - Atualizada em 08/12/2020 às 07h57min

Cidadania e Justiça dá continuidade à campanha da ONU e esclarece sobre violência psicológica contra a mulher


Foto: Divulgação/Governo do Tocantins
 
A Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) é parceira da campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) 16 dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra às Mulheres e, nesta matéria, abordará sobre a violência psicológica que é considerada qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima; prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento da mulher; ou vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, sendo considerada como crime pela Lei Maria da Penha, Lei n° 11.340/2006.

A violência psicológica é praticada contra a mulher no âmbito doméstico e familiar, ou seja, ocorre em uma relação de familiaridade, afetividade ou coabitação e pode estar acontecendo com você, mulher. Então observe se seu relacionamento é marcado por ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação, imposição de afastamento de familiares e amigos, isolamento do convívio social, insultos, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação, essas são algumas das formas de identificar se você está sendo vítima desse tipo de violência.

Para a gerente de Políticas e Proteção da Mulher da Seciju e psicológa, Flávia Laís Munhoz, tudo que cause prejuízos à saúde emocional da vítima está relacionado à violência psicológica, estando inclusa nas Três Fases do Ciclo da Violência, sendo comum que o relacionamento violento comece por esse tipo de abuso. ”Esse tipo de crime está associado à cultura social e também à necessidade do vínculo afetivo, medo de ficar sozinha, de perder os filhos, dependência financeira, entre outros. Esses são alguns fatores que obrigam a mulher a continuar vivendo uma situação de violência por medo de não conseguir viver sozinha e por falta de apoio externo”, pondera.

Flávia Laís lembra que essas violações são parte da cultura social. “Há uma relação com o machismo estrutural, a ideia da sociedade de achar que a mulher tem que ser submissa e permanecer naquela situação, mas é errado. É preciso observar mais, entender os sinais da violência. Se a mulher sofre com palavras e ações da outra pessoa, então ela deve buscar formas de tomar uma atitude e quebrar o ciclo da violência”, considera a psicóloga e gerente.

Quebra do ciclo

Sair do ciclo da violência não é simples, mas necessário, uma vez que se percebe, na maioria dos casos, a evolução da violência psicológica para os demais tipos, como agressões físicas, sexuais e feminicídio. “A melhor forma de sair dessa situação é buscar ajuda baseada em seus direitos e denunciar, mas independentemente dessa decisão, um passo primário ou paralelo a isso é a procura por atendimento psicológico ou psiquiátrico, seja na rede pública através dos Centros de Referência ou rede particular, pois a saúde emocional está completamente abalada, então é necessário reestruturar-se para conseguir quebrar o ciclo”, afirma Flávia Laís.

Onde denunciar

Denúncias deste tipo de crime podem ser feitas na Central de Atendimento à Mulher pelo Ligue 180. Também na Defensoria Pública do Tocantins em Araguaína e região: 3411-7418; em Gurupi: 3315-3409 e 99241-7684; em Palmas pelos telefones: 3218-1615 e 3218-6771; Porto Nacional: 3363-8626. As denúncias também podem ser realizadas nas Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher em Araguaína: 3411-7310 e 3411-7337; Palmas Centro: 3218-6878 e 3218-6831; Taquaralto: 3218-2404; Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulneráveis em Arraias: 3653-1905; Colinas: 3476-1738 e 3476-3051; Dianópolis: 3362-2480; Guaraí: 3464-2536; Gurupi: 3312-7270 e 3312-2291; Miracema: 3366-3171 e 3366-1786; Paraíso: 3361-2277 e 3361-2744; em Porto Nacional: 3363-4509 e 3363-1682. 

As denuncias também podem ser feitas pelo Disque Direitos Humanos: 100; pelo Ministério Público do Estado do Tocantins: 0800 646 5055; Política Militar: 190; no site do Ministério dos Direitos Humanos: http://ouvidoria.mdh.gov.br e também pelo WhatsApp do Ministério dos Direitos Humanos: (61) 99656-5008.
(Governo do Tocantins).

 
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