23/11/2020 às 08h19min - Atualizada em 23/11/2020 às 08h19min

Polícia Civil realiza operação contra grupo responsável por crimes violentos no Tocantins


Foto: Dennis Tavares/SSP/Divulgação
 
A Polícia Civil iniciou na manhã desta segunda-feira (23) a segunda fase da operação Rosetta. Estão sendo cumpridos 22 mandados de prisão preventiva e 32 ordens de busca e apreensão contra uma facção criminosa suspeita de diversos crimes violentos em Palmas e no interior do estado. A operação está sendo realizada em cidades do Tocantins, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A primeira fase da investigação ocorreu em outubro do ano passado, quando 14 mulheres que seriam a cúpula da facção feminina foram presas. A investigação levou a esta segunda etapa, em que os alvos da polícia são membro da parte masculina do grupo criminoso.

Os mandados no Tocantins estão sendo cumpridos em Palmas, Paraíso do Tocantins, Cristalândia, Dueré, Aliança do Tocantins, Colinas e Araguaína. No Rio grande do Sul, uma pessoa foi presa na cidade de Taquara. Em São Paulo as buscas foram feitas na segunda maior favela da zona leste de São Paulo, reduto da facção paulista na cidade.

As investigações estão sendo feitas pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas). Segundo a polícia, o grupo seria responsável pelos homicídios registrados no último mês de março, quando 20 pessoas morreram, sendo oito em um único fim de semana. O principal responsável por coordenar esses ataques foi preso em Palmas nesta segunda-feira (23).

A polícia afirma que a facção estava expandindo seu poder e área de atuação no estado. Conforme o delegado Eduardo Meneses, os dirigentes da organização criminosa perceberam que seria mais lucrativo não se limitar ao comércio de drogas e passaram a atuar em roubos a casas de luxos e ataques contra estabelecimentos bancários.

Durante a investigação a polícia encontrou uma conta bancária de São Paulo que recebia boa parte dos valores oriunda de todas essas práticas criminosas. Um dos presos na operação foi um dos responsáveis pela fuga na Casa de Prisão Provisória de Guaraí, em março deste ano. Na ocasião, o criminoso levou fuzis da unidade prisional e fez um agente penitenciário refém.

Operação

A operação contou com cerca de 200 policiais civis. No Tocantins, participaram homens da Diretoria de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO) e das divisões a ela subordinadas como as DEICs de Palmas, Paraíso do Tocantins, Gurupi e Araguaína; além das delegacias de Cristalândia, Dueré, Aliança do Tocantins e Colinas. Assim como o Grupo Operacional Tático Especial (GOTE) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

No Rio Grande do Sul, a participação foi dos policiais do setor de investigações da Delegacia de Taquara e das delegacias de Parobé, Igrejinha e Três Coroas. Em São Paulo, o apoio ficou por conta dos policiais civis da 5ª Delegacia de Investigação sobre Roubos a Bancos.

O nome Rosetta refere-se à Rosetta Cutolo, irmã de Rafaelle Cutolo, chefe da Nuova camorra Organizatta, uma facção criminosa de atuação na Itália. Rosetta teria orquestrado, em 1978, a fuga de seu irmão de uma unidade hospitalar psiquiátrica. Até aquele momento, não se tinha registros da participação feminina em altos cargos de decisão e gerenciamento de organizações criminosas. De acordo com a polícia, o nome foi mantido nesta segunda etapa da investigação porque a partir das prisões das mulheres em outubro chegou-se à cúpula masculina.
(G1 Tocantins).

 
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