Liberação de praias e aglomeração de pessoas são gestos irresponsáveis de quem deveria cuidar das pessoas

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Alberto Rocha

 
Não dá para acreditar que em tempo de pandemia do coronavírus, que ameaça a saúde pública e a vida da população, prefeituras liberem a aglomeração de pessoas em locais públicos e até mesmo a liberação de praias no Tocantins. A iniciativa lembra a perigosa brincadeira da Roleta Russa.

A atitude de prefeitos em liberar as praias nessa época de pandemia chega a ser uma irresponsabilidade que  beira à insanidade mental e administrativa.

É preciso que cada um faça a sua parte, autoridades e população, pois os números preocupam. Já são mais de 12 mil casos em todo o Estado, 4.543 pessoas isoladas em casa, 220 mortes. 

Parece que o alvoroço e o medo do início da pandemia caíram no esquecimento das autoridades, que preferem fechar os olhos para o risco da doença  à população, em especial para a mais pobre.

O último final de semana em Palmas, por exemplo, foi um festival de irresponsabilidade e de irregularidades, com praias lotadas, venda de bebidas liberada, tudo debaixo dos olhos da prefeitura, que parece ignorar o perigo do covid-19.

Em Araguaína, a campeã da doença no Estado, chocou  a notícia de que a Prefeitura liberou as praias do Garimpinho. Como assim, Prefeitura? Liberar praias nessa época de pandemia é irresponsabilidade, é insensatez, é falta de juízo, é ir de encontro a todas as recomendações  impostas pelo próprio município para combater o coronavírus.


 

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