18/04/2020 às 18h05min - Atualizada em 18/04/2020 às 18h05min

Secretária Fernanda Ribeiro ressalta economia com cesta básica de Araguaína, 17% mais barata que a do Estado


Foto: Divulgação

 
“Se o governo tivesse pago o mesmo que a prefeitura de Araguaína, a economia seria de R$ 650 mil e as pessoas teriam uma cesta melhor”, diz Fernanda

Secretária municipal de assistência Social de Araguaína, Fernanda Ribeiro ressaltou, nesta sexta-feira, 17 de abril, o sucesso da Prefeitura de Araguaína na compra de cestas básicas para as famílias necessitadas durante a pandemia do novo coronavírus. Mais qualificado que as cestas doadas pelo governo do Estado, o conjunto de alimentos adquiridos pela prefeitura custou 17% a menos por unidade.

“Caso o governo tivesse pago o mesmo que a prefeitura de Araguaína, a economia seria de R$ 650 mil e as pessoas teriam uma cesta melhor”, disse Fernanda.

Isso ocorre porque o Estado adquiriu 70 mil cestas básicas de dois fornecedores de Palmas ao valor de R$ 62,65, gastando R$ 4,38 milhões. Enquanto isso, a Prefeitura de Araguaína adquiriu as cestas por R$ 53,30.

Outro detalhe destacado pela secretária é a qualidade. A cesta do Estado, diferente da doada pela Prefeitura de Araguaína, não possuí leite em pó. Em vez disso, há uma lata de sardinha.

“Um suposto comunicador, aliado do governo estadual, age de má fé e é mestre em ataques pessoais. Sugere irregularidades na aquisição da Prefeitura, mas quem deveria ser investigado é o Estado. Compraram uma cesta mais cara e sem leite em pó”, salientou Fernanda, ao lamentar que o responsável pelas baixarias, mesmo se dizendo jornalista investigativo, sequer se prestou para fazer uma comparação simples, utilizando dados dos diários oficiais e dos portais da transparência.

“O bom jornalismo se preza por apuração precisa, comparações e ouvir todos os lados. Nada disso foi feito por essa pessoa”, pontuou Fernanda.

A secretária municipal destacou, ainda, que o capital social de uma das empresas que venderam para o Estado é de R$ 240 mil e a outra de R$ 500 mil. “Ele contesta o capital social de R$ 250 mil do fornecedor de Araguaína e silencia sobre um menor que tem o Estado? Que tipo de jornalismo é esse?”, salientou.

Os fornecedores do Estado são: Gigante Atacado e Distribuidora de Alimentos, com contrato de R$ 3,13 milhões para 50 mil cestas básicas, e Floriano Distribuidora, com contrato de R$ 1,25 milhão para 20 mil cestas básicas. Ambas são de Palmas.

Conforme informações do Portal da Transparência, a Gigante já recebeu R$ 313 mil dos cofres públicos estaduais esse ano e a Floriano R$ 1,03 milhão. Os valores, no entanto, não são necessariamente dos contratos emergências para enfrentar a pandemia.

Abaixo segue a nota de esclarecimento

 
Nota: Aquisição de Cestas Básicas e kits de alimentação e higiene

Desde o início da pandemia da Covid-19 (novo Coronavírus), e os seus consequentes reflexos na economia, o Governo do Tocantins tem se preocupado em minimizar os impactos à população do estado, principalmente a mais vulnerável. Por isso, amparado dentro da legislação vigente no país, o governador Mauro Carlesse decretou estado de calamidade pública possibilitando, dentre outros, maior agilidade na compra de medicamentos, equipamentos e insumos na área da saúde e também para a aquisições de produtos que visem o bem-estar social.

Como forma de garantir a segurança alimentar da população que se encontra em situação de vulnerabilidade, entre eles idosos, indígenas, artesãos, autônomos e desempregados, o governador Mauro Carlesse determinou a aquisição de 200 mil cestas básicas contendo 17 itens de primeira linha: arroz agulhinha tipo 1 de 5 kg; açúcar cristal 2kg; óleo de soja; feijão carioca 1 kg; pacote de café; macarrão espaguete; extrato de tomate; sal refinado 1 kg; lata de sardinha; biscoito doce tipo maisena; flocão de milho (2 unidades); pacote de sabão em barra; sabonete (2 unidades); e creme dental com flúor (2 unidades).

Além das cestas básicas, o Governador também determinou a aquisição de 157 mil kits de alimentação e higiene, para atender todos os estudantes da rede estadual de ensino, que são compostos pelos mesmos itens da cesta básica.

Diante deste grande trabalho que vem sendo realizado na área social, causa espanto ao Governo do Tocantins que alguns agentes públicos queiram se utilizar do momento para criar artimanhas e picuinhas políticas com o intuito de confundir a opinião pública. A gestão estadual garante que segue tranquila em relação aos seus atos e informa que toda a prestação de conta está sendo feita por meio do Portal da Transparência, seguindo rigorosamente o que determina os órgãos de controle.

Em relação à escolha dos itens que integram a cesta básica, o Governo esclarece que eles são produtos de qualidade e que foram escolhidos por serem artigos de primeira necessidade de alimentação e higiene neste momento de pandemia. A gestão estadual também informa que não palpita nos itens escolhidos para a cesta básica de outros entes e instituições.
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