10/03/2020 às 07h34min - Atualizada em 10/03/2020 às 07h34min

Após quase dois anos preso por engano, homem é colocado em liberdade no Tocantins

Foto: Divulgação

 
Quase dois anos de uma vida perdidos como detento em uma Casa de Prisão Provisória (CPP) por uma acusação de homicídio qualificado. Um jovem, hoje com 25 anos, acaba de ver, finalmente, um grande pesadelo chegar ao fim após erros de investigação o colocar como acusado.

Em uma sessão plenária do Tribunal do Júri em Paraíso do Tocantins, a 60 km de Palmas, o assistido da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) foi inocentado por unanimidade do crime de um assassinato ocorrido em novembro de 2017.
 
A prisão do jovem aconteceu em 27 de junho de 2018 no momento em que ele estava em casa. “A Polícia entrou em casa à força, me pressionando a assumir um crime grave, mas desde o início neguei o fato, na verdade eu nem sabia do que se tratava”, descreveu. 

O motivo da prisão ocorreu pelo fato dele se parecer fisicamente com o verdadeiro autor do crime (uma pessoa supostamente chamada “Fernando”), conforme a testemunha que, no júri e em outros depoimentos, destacou que não conhecia o assistido, apenas que ele parecia com o verdadeiro assassino.
 
A defesa foi feita pela defensora pública Letícia Amorim, que afirmou de forma categórica perante os jurados a inocência do assistido e, assim, conseguiu que eles acatassem a tese de negativa de autoria por unanimidade. (Ascom DP).

 
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