Ano eleitoral: vai começar o festival de promessas milagrosas; umas mentem, outras, enganam

Por Alberto Rocha-Alberto Rocha
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Alberto Rocha     Em ano eleitoral, o eleitor costuma cair no risco das promessas fáceis. O candidato promete muito, mas depois de eleito muitas promessas não são cumpridas. Não existe uma legislação que obrigue o político a cumprir suas promessas.   O candidato a vereador que  promete construir  creches, casas populares, hospitais, asfaltar ruas, etc, está mentindo, pois isso não é atribuição dele. Outro perigo são as promessas milagrosas. Desconfie!
 
Por que as promessas não são cumpridas? Por várias razões: falta de conhecimento do próprio candidato, má-fé, dificuldades políticas e do contexto, entre outros. As promessas são registradas? Sim. Presidente da República, Governador e Prefeito precisam registrar suas promessas. É o que diz a lei 12.034, que prevê que esses candidatos entreguem à Justiça Eleitoral um plano de governo, que deve conter as ações que o candidato pretende executar ao longo dos seus quatro anos de mandato.  Agora, o candidato que não cumpre com suas promessas deveria enfrentar a fúria do povo como aconteceu dois anos atrás na Bolívia, País vizinho do Brasil.   Na cidade de San Buenaventura, a população amarrou o prefeito  a um instrumento de tortura, acusando-o de não cumprir promessas da campanha eleitoral. Na época, imagens da "punição"  circularam  amplamente nas redes sociais. Foi a terceira vez que o prefeito foi amarrado por não cumprir promessa de campanha.  
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