28/01/2020 às 15h29min - Atualizada em 28/01/2020 às 15h29min

Mãe denuncia racismo de segurança que disse que filhas gêmeas eram ‘bucha 1 e bucha 2’



Uma mulher de 37 anos denunciou nas redes sociais o crime de racismo cometido por um segurança contra as filhas dela, que são gêmeas e têm três anos.
 
A mãe das meninas disse que o homem chamou as vítimas de “Bucha 1 e bucha 2”, em referência a lã de aço, usada para lavar pratos.
 
Conforme a mãe das meninas, Sandra Weydee, de 37 anos, o caso aconteceu numa  estação Rodoviária. A mulher disse que voltava de um passeio com as meninas.
 
“A gente mãe e filhas estava no shopping passeando e ia voltar para casa. Tinha três seguranças, dois negros e um branco, próximos da catraca. O branco estava de costas, quando ele virou e viu minhas filhas, ele gritou: ‘Misericórdia’ e eu fiquei sem entender. Aí ele completou: ‘Bucha 1 e Bucha 2”, disse Sandra.
 
Segundo Sandra, os outros dois seguranças ficaram “sem graça” com a atitude do colega, que ficou rindo. A mulher disse que as meninas, que se chamam Valentina e Verena, começaram a perguntar o que era “bucha”.
 
“Elas começaram a me perguntar o que era ‘bucha’ e porque ele estava chamando elas assim. Uma delas é mais ‘para frente’ e disse para a outra: ‘Ele estava falando do nosso cabelo'”, lembrou a mãe das meninas.
 
Sandra Weydee conta que ficou sem reação após ouvir o ato de racismo e decidiu ir embora, mas depois mudou de ideia e voltou para procurar o segurança.
 
“Quando eu cheguei lá, encontrei o mesmo segurança que presenciou tudo e ele disse que ele  já tinha largado o plantão. O segurança tentou se desculpar, disse que o amigo também era pai de família, que foi uma brincadeira e que ele percebeu que não tinha que falar isso”.
 
“Mas eu disse a ela que não adiantava um pedido de desculpas. Estamos cansadas de assistir casos de racismo na televisão. Eu nunca tinha passado por isso, porque sou branca, mas o pai delas é negro. Elas são modelos, o cabelo é natural, elas gostem do black e eu também gosto”, disse Sandra.
 
O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente .
 
O caso aconteceu em Salvador, BA.
(fonte G1).
 
 
 
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