Não chore por mim, servidor de Araguaína, você já tem motivos demais para chorar
Artigo de opinião - Alberto Rocha é jornalista Em Araguaína, Tocantins, a vida real imita a arte. A realidade dos servidores públicos municipais, após perderem vantagens e direitos com o projeto surpresa do executivo, lembra a canção "Don't Cry for Me Argentina" (Não chore por mim, Argentina), do filme que conta a história de Evita Peron. No filme, a gente chora, se emociona, se revolta, chuta e xinga um bocado de gente à toa, fica com pena, leva pancada, dá pancada, mas tudo isso só na imaginação. Infelizmente, é só uma crítica social; a gente só fica vendo o filme passar, sem poder fazer nada, só comendo pipoca. Só fé, só fé, só fé.... Agora, me passa um filme na cabeça: o projeto de lei do prefeito Wagner Rodrigues, de Araguaína, que, de acordo os servidores, massacra, penaliza e acaba com direitos e vantagens. Força, servidor!, Acredite, disfarce o luxo e tente “comprar um mé, o leitinho dos menino e os modes da muié, o resto é só fé, só fé, só fé...”. Servidor, não esqueça também de “tomar café e coisar com a muié”, se for de graça... Entra de cabeça de novo, cave a própria sepultura.